Meus braços estão dormentes,

Meus braços estão dormentes,
Sucumbem cansados de esperarem teu sentir.
Honrando teu vazio quedaram-se silentes
Acabrunhados na expectativa inútil de um porvir.
Meus braços estão dormentes
Mas não tão anestesiados quanto esta minh'alma 
Que se afinha num amar doente
Que se morre lentamente
E parte-se a cada beijo pudorado, em mil pedaços reticentes.

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